III Festa do Vinho
Entre os dias 16 e 18 de maio de 2003, a cidade de Catas Altas, situada aos pés da imponente Serra do Caraça, celebrou a 3ª edição da Festa do Vinho, em um ano especialmente simbólico: o das comemorações dos 300 anos do município.
Realizada na tradicional Praça Monsenhor Mendes, a festa reafirmou a importância do vinho artesanal de jabuticaba como símbolo da cultura local e patrimônio da cidade. O evento manteve o formato familiar e acolhedor que encantou o público desde a primeira edição, fortalecendo os laços comunitários e projetando Catas Altas como referência cultural na região do Médio Piracicaba.
Organizada pela Prefeitura Municipal, em parceria com a Aprovart (Associação dos Produtores de Vinho e Agricultores Familiares), a terceira edição consolidou a festa como parte essencial do calendário turístico da cidade e um dos eventos mais representativos da tradição mineira.
Tradição e Continuidade
A Festa do Vinho 2003 seguiu o formato das edições anteriores, com programação distribuída ao longo de três dias e atividades voltadas à música e à cultura local.
A estrutura, simples e charmosa, contou com barracas padronizadas de produtores, palco principal e espaços dedicados ao artesanato e à convivência dos visitantes. O foco permaneceu no vinho artesanal de jabuticaba, produzido por famílias catas-altenses há mais de um século e reconhecido por seu sabor único.
A cada edição, o evento crescia em visibilidade e participação. Em 2003, o público foi ainda maior, impulsionado pela celebração dos 300 anos de Catas Altas — um marco que reforçou o sentimento de pertencimento e orgulho da comunidade local.
Mais do que uma simples festa, o evento se consolidava como uma celebração da história, da fé e do trabalho do povo catas-altense, transformando o vinho em símbolo de continuidade e identidade.
Atrações Musicais e Culturais
A programação da 3ª Festa do Vinho destacou-se pela qualidade das atrações musicais e culturais, que animaram os três dias de celebração.
O palco principal recebeu o consagrado cantor Paulinho Pedra Azul, uma das vozes mais queridas da música mineira, conhecido por sucessos como Jardim da Fantasia e Ave Cantadeira. Sua apresentação emocionou o público e marcou um dos grandes momentos do evento.
Além dele, subiram ao palco as bandas Afilhados do Sereno e Brilho da Serra, ambas de Catas Altas, que representaram com orgulho o talento local. Suas performances trouxeram à praça ritmos variados — da MPB ao pop regional — criando uma atmosfera vibrante e cheia de energia.
Outra novidade desta edição foram as atrações circenses, que encantaram crianças e famílias, reforçando o caráter cultural e inclusivo da festa. Apresentações de artistas de rua, palhaços e performances lúdicas levaram alegria e leveza ao público durante o dia, mantendo o clima festivo que caracteriza o evento até hoje.
O Papel da Aprovart e da Comunidade
A Aprovart, fundada em 2001, continuava desempenhando papel essencial na organização e na divulgação da festa. A associação reuniu produtores, viticultores e agricultores familiares em torno de um objetivo comum: preservar o modo artesanal de fazer o vinho de jabuticaba e garantir sua continuidade como tradição viva.
Com o apoio da Prefeitura Municipal e de comerciantes locais, a edição de 2003 mostrou avanços na organização, ampliando a visibilidade do evento e atraindo novos visitantes de cidades vizinhas como Santa Bárbara, Barão de Cocais e Mariana.
O resultado foi uma festa marcada pela união da comunidade, que, com simplicidade e dedicação, transformou a Praça Monsenhor Mendes em um grande palco de cultura e confraternização.
Legado da 3ª Edição
A Festa do Vinho 2003 foi um divisor de águas na história do evento. Além de celebrar o tricentenário de Catas Altas, consolidou definitivamente a festa como um patrimônio cultural da cidade e um ponto de encontro entre tradição, arte e história.
Com apresentações de destaque como Paulinho Pedra Azul e artistas locais, a edição fortaleceu o elo entre o passado e o presente — o vinho artesanal de jabuticaba seguia como o protagonista, símbolo de resistência, fé e orgulho regional.
A partir de 2003, a Festa do Vinho deixou de ser apenas um evento local e começou a ganhar projeção regional, atraindo turistas e consolidando-se como um dos principais festejos culturais da Serra do Caraça.





